Perguntas frequentes
Instituto do Cálculo Renal
Sabemos que as dúvidas podem surgir ao longo da jornada de saúde. No Instituto do Cálculo Renal do Hospital Moriah, reunimos respostas às perguntas mais comuns que nossos pacientes compartilham conosco. Explore este guia informativo para saber mais e iniciar em sua jornada com confiança.
As pedras são o resultado do acúmulo de cristais que existem na nossa urina, que endurecem e formam os cálculos. Estes cálculos podem ser formados por cálcio (o tipo mais comum), ácido úrico (pode ser causado por baixa produção de urina, gota, doença de Crohn, dieta rica em proteína animal e alto consumo de bebida alcoólica), estruvita (causados por organismos Gram-negativos produtores de urease) ou cistina (o tipo menos comum).
A ingestão de líquidos, como água, diminui o desenvolvimento dos cálculos renais. Isso porque a água é capaz de diluir as substâncias que formam os cristais. Por outro lado, uma dieta rica em sódio, que está presente no sal de cozinha, em alimentos embutidos e industrializados, como refrigerante e macarrão instantâneo, favorece o aumento de cálcio na urina. Quando o cálcio se acumula no organismo, pequenos cristais podem ser formados nos rins, favorecendo a formação das pedras.
Sim. O uso prolongado de medicamentos como como cálcio ou vitamina D em excesso, anti-inflamatórios não esteroides (como ibuprofeno e nimesulida), antibióticos (como o ciprofloxacino) e remédios para o emagrecimento pode causar lesões nos rins, causando a nefropatia.
A presença dos cálculos nos rins não leva o paciente a sentir dores. As cólicas renais só acontecem quando as pedras se deslocam e obstruem a passagem da urina ou no rim ou no ureter (canal que leva a urina para a bexiga). Neste quadro, além das cólicas, o paciente também pode sentir náuseas, vômito e, de forma menos frequente, diarreia.
O sangue na urina pode ser um sintoma de cálculo renal, mas ele também pode estar associado a tumores ou outras condições que não estão diretamente ligadas à saúde dos rins. Por isso, na presença deste ou outros sintomas incômodos, procure um médico de sua confiança.
As pedras consideradas pequenas, podem ser expelidas através da urina. Já os cálculos maiores costumam exigir o tratamento cirúrgico. Seu médico irá avaliar e identificar a opção de tratamento mais adequada para o seu caso.
As principais linhas de tratamento cirúrgico para as pedras nos rins são:
– cirurgia a laser (ureterorrenolitotripsia flexível ou ureteroscopia semi-rígida): realizada com o auxílio de uma câmera de fino calibre introduzida através da uretra, que “explode” os cálculos;
– litotripsia extra-corpórea: com o auxílio de um raio-x ou ultrassom, os cálculos são localizados e fragmentados através de ondas de choque emitidas pelo equipamento;
– nefrolitotripsia percutânea: através de um pequeno corte na região das costas, uma câmera é inserida e posicionada no rim do paciente. Através deste dispositivo, as pedras são fragmentadas e “aspiradas”.
A escolha pelo melhor tratamento leva em consideração o histórico do paciente, a intensidade dos sintomas, a localização, o tamanho e a composição dos cálculos. Os tratamentos são individualizados e priorizam sempre o bem-estar do paciente.
Os pacientes que não realizam o tratamento adequado podem sofrer com a diminuição ou perda da função dos rins (insuficiência renal), além de terem um risco aumentado para infecções, choque séptico e óbito. Além disso, cerca 5% dos pacientes que não trata as pedras nos rins pode precisar de diálise.
Sim. Estima-se que os pacientes que já sofreram com cálculo renal têm 50% de chance de apresentar novos episódios da doença entre 3 e 5 anos.
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